Ça décoiffe !

août 31, 2007

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Ça décoiffe !

Bijitâ Q

août 19, 2007

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Visitor Q (Itaru Era / Takashi Miike, 2001)

A masterpiece.  And I have just discovered now.

eñe que eñe

août 13, 2007

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Galiza lêmingue. O mundo avança mas nós eñe que eñe.

Quanta eñemania vos há no mundo. Se é que somos o eñe!

Porém, fica um consolo:

Mythe du Suicide collectif: Bien que la croyance populaire soit persuadée du contraire, les lemmings ne se suicident pas en masse lors des migrations. Il est vrai cependant que des lemmings tombent des falaises ou dans des étangs simplement à cause de bousculades dues à leur grand nombre. Ce vieux mythe a été entretenu et popularisé par l’intermédiaire du documentaire Le Désert de l’Arctique (White Wilderness) de Walt Disney montrant des lemmings en train de se jeter du haut des falaises. Les réalisateurs avaient en fait poussés quelques lemmings vers des falaises surplombant une rivière tout en les filmant sous différents angles.

Se calhar os galegos também estamos a enganar o mundo. Semelha que nos estamos a suicidar em massa, mas…

Das Leben der Anderen

août 11, 2007

O outro dia vi o filme The Lives of Others (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006). Um excelente filme, mas se calhar um algo tendencioso na sua interpretação de certos factos. Longe de evocar em mim a ideia dum passado acabado, a história relatada fez-me lembrar daquela profecia que Huxley dera em chamar Brave New World. Chamem-me paranóico, mas na minha opinião não fica duvida de que o infame Big Brother esta mais perto hoje do que estivera nunca. Por aquilo de actualizar, se é ainda possível, esta recorrente profecia da nossa era, deixo-lhes aqui abaixo uma interessante entrevista.

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O politólogo belga Thierry Balzacq prediz uma redução progressiva e consentida das liberdades individuais, a luta anti-terrorista impõe a todos o fantasma duma democracia sem risco.

Amanhã, os indivíduos sob controlo, extractos de Le Monde, declarações recolhidas por J.-P. Stroobants e L. Belot, Novembro de 2006.

Perante o terrorismo, o governo americano vai comunicar os dados pessoais dos passageiros aéreos ao serviço de segurança americano. Ilustra isso uma tendência de fundo para o amanhã?

Assim o creio. O 11 de Setembro provocou a ruptura dos limites em matéria de recolha de informação. Olhem o processo Swift. Este escritório de advocacia belga que organiza as transferências electrónicas entre bancos do mundo inteiro transmitiu de maneira secreta e sistemática desde o 11 de Setembro dos dados pessoais bancários de diferentes clientes a pedido das autoridades americanas. Os dados são já, e vão ser cada vez mais, recolhidos por toda a parte: nos aviões, os bancos, os supermercados, na Internet.

Acha que as nossas sociedades reagem de forma exagerada face à ameaça terrorista?

O que se observa é que as medidas de segurança podem hoje justificá-lo todo. « Em nome de que, interrogam-nos, se oporiam vocês à medidas de segurança? » Esta evolução da noção de segurança transforma em profundidade a nossa concepção da democracia. Hoje, um Estado pode espezinhar os direitos dos cidadãos se for qualificado de democrático. Ora a democracia é um conjunto de liberdades e direitos que não se pode desmantelar sem atentar contra os seus próprios fundamentos. Não se pode dizer que os terroristas ganharam a partida, mas servem aos interesses dos que pensam que uma sociedade pode-se alicerçar sobre a segurança e que a democracia limita-se à alternância política.

Aposta por conseguinte por uma redução progressiva do campo das liberdades?

Vamos assistir, sem dúvida, a uma normalização do que, antes, era considerado como excepcional – prisões provisórias prolongadas sem motivos reais, etc.. No Reino Unido, pode-se doravante ser encarcerado durante semanas sobre a base duma simples suspeita, a de pertença a uma rede (…)

Não acha que a opinião pública vai reagir?

Estes abusos, em realidade, são tolerados pela maioria. A opinião pública não reage, porque doravante o indivíduo suplanta o colectivo: enquanto a minha liberdade não for ameaçada, não vejo por quê me havia mobilizar pela do vizinho (…)

Como vai ser a nossa sociedade?

Temo que deslizemos cara uma sociedade seguradora: uma sociedade onde será necessário a qualquer preço estar coberto para o futuro, tomar decisões hoje para prevenir o que poderia passar-se amanhã. Se os políticos ouvem estas sereias, se recusam qualquer ideia de fatalidade, escolherão a solução da facilidade, e também da segurança para si próprios: terão tomado « todas as medidas possíveis ». Ainda que a ideia de querer prevê-lo e controla-lo todo não tem, evidentemente, sentido. As novas tecnologias podem acelerar esta tendência a controla-lo todo. No futuro, os chips RFID permitirão localizar um automóvel simplesmente por estar equipado de pneus de certo tipo. Poderá-se assim bloqueia-lo a distância. As tecnologias existem, a pergunta é saber o que os políticos quererão pôr em prática. Na cidade de Middlesbrough, no Reino Unido, vêm de instalar câmaras que falam e que interpelam a distância os autores de infracções, mesmo benignas. Dirigimo-nos, então, cara uma sociedade de controlo, mas também de auto-controlo: quadriculação da sociedade, a instalação generalizada de câmaras empurra as pessoas a se refrearem. Isso pode, ao cabo, afectar, simplesmente, as capacidades criativas da nossa sociedade.

Fonte: Blogue dieudeschats

La Galère

août 1, 2007

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Well, as I am kind of lazy these days and I am not too motivated to write in “French” anymore, I have decided that I will write in English and possibly other languages from time to time. I have started with a comment on open-source software and hardware issues in a page of this blog called La Galère. This is the conclusion:

“I think it could be a good idea to set up a website ranking hardware producers in terms of Linux-friendliness. That would help newbies to find its way to the right hardware and would put some pressure on industry to move in the right direction. Some kind of hardware-watch indented to reward the efforts of those more cooperative with the open-source community.”